Juntas de freguesia: segurança rodoviária começa ao pé da porta

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Pequenas intervenções realizadas ao nível das freguesias podem levar à efetiva melhoria da segurança rodoviária. A mudança começa ao pé da porta.

Portugal pretende ser um dos dez países europeus com índices de sinistralidade mais baixos. Mas para atingir este objetivo é necessária a intervenção concertada de entidades públicas e privadas, bem como da comunidade em geral.

Neste quadro, o poder autárquico tem um papel indispensável, não apenas ao nível das câmaras municipais, como também das juntas de freguesia.

Ao nível do poder local, os planos municipais de segurança rodoviária são documentos importantes pelo facto de apontarem soluções concretas numa “perspetiva mais micro e menos macro” para a melhoria das infraestruturas e ordenamento do trânsito nos respetivos concelhos.

Freguesias ajudam a reduzir exposição ao risco

As juntas de freguesia são uma peça chave pela proximidade que têm às populações, podendo aplicar medidas bastante localizadas que estimulem os automobilistas e peões a cumprirem as regras de segurança, de forma a reduzir a sua exposição ao risco de sinistro.

Muitas das ações de segurança rodoviária que as juntas de freguesia aplicam em coordenação com as autarquias são de custo baixo, mas têm uma grande repercussão na segurança das estradas, caso da pintura e iluminação de passadeiras ou de intervenções que permitam tapar pequenos buracos.

As juntas de freguesia são uma força viva da sociedade que deve ter uma voz bem audível no planeamento e aplicação de medidas de segurança rodoviária. De resto, ao estar mais perto das populações têm a capacidade de perceber melhor as necessidades de correção das vias e dos problemas de sinalização que cada rua apresenta para uma maior segurança de peões, ciclistas e condutores.

As juntas de freguesia também são ainda uma das várias entidades que têm assento nas estruturas de acompanhamento dos planos municipais de segurança rodoviária.

Podem e devem sugerir alterações em sede municipal que podem passar pela revisão dos limites de velocidade nalgumas artérias ao pé de residências, escolas ou centros de saúde.

Já houve juntas de freguesia que aplicaram medidas muito meritórias em prol da segurança rodoviária, como escolas de trânsito abertas às crianças que procuram transmitir noções fundamentais de sinistralidade rodoviária em idade pré-escolar, dado que entre os mais novos os atropelamentos e a falta de uso de sistemas de retenção são situações frequentes.

A criação de espaços intergeracionais por parte das juntas de freguesia, onde anciãos e crianças podem partilhar as suas experiências e conhecimentos, assente num espírito de entreajuda podem ajudar a que os mais novos adquiram uma percepção mais sólida dos perigos da circulação na estrada, incluindo das dificuldades sentidas pelos idosos.

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Fotos: Maxpixel