Seis mandamentos para levar o seu cão no carro de forma segura

Ines Carmo

27 March, 2020

O melhor amigo do homem e fiel protetor que é sempre o primeiro a receber-nos quando chegamos a casa. O nosso cão é inseparável de nós e acompanha-nos em todas as nossas aventuras, mas muitos dos donos não sabem a forma correta e legal de se deslocar com a mascote de carro.

Quase 85% dos cães são transportados de carro, de acordo com o relatório “O cão e a segurança rodoviária”, do Ministério do Interior Espanhol e da Direção Geral de Trânsito, mas uma grande percentagem fá-lo de forma errada. No Circula Seguro deixamos-lhe seis recomendações que deve ter em conta sempre que se deslocar com o seu cão. Começamos a viagem?

Primeiro mandamento: Garantirá a sua liberdade de movimentos e o campo de visão

Um cão no carro é sinónimo de distração, mas ao volante temos de concentrar os nossos sentidos na estrada e o Código da Estrada é muito claro nesse assunto, no número 2 do artigo 11.º: “Os condutores devem, durante a condução, abster-se da prática de quaisquer atos que sejam suscetíveis de prejudicar o exercício da condução com segurança”.

Portanto, em conclusão, sempre que o seu cão não estiver a interferir no seu campo de visão, não estará a infringir a lei. Ou será que não é assim tão simples como parece?

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Segundo mandamento: Nunca o alimentará antes da viagem

É uma regra básica que, desde logo, varia em função da mascote e de como se comporte neste tipo de situações. Há cães que suportam melhor as viagens que outros, mas este mandamento pode aplicar-se de maneira geral para qualquer um. Entre a última refeição e o início da viagem é recomendável deixar passar umas horas para evitar que ele fique maldisposto e acabe por vomitar-lhe dentro do carro. Por outro lado, é bastante necessário fazer paragens para lhe oferecer água, esticar as pernas e arejar um pouco. Deixe a comida para quando chegar ao destino.

Terceiro mandamento: Não o leve solto nos bancos de trás

Relacionado com o primeiro mandamento deste artigo, levar o cão solto é a maneira mais fácil de tornar a condução impossível, e, portanto, é punível por lei. Há trelas que ligam a coleira ao ponto de retenção do cinto, mas podem não conseguir manter o cão no sítio, causando dores, feridas e incómodo, com o consequente risco para os passageiros e distração do condutor.

Levar o animal solto nos assentos traseiros é o pior cenário possível, pois, além de se poder movimentar constantemente, pode chegar ao banco da frente, afetar sistemas mecânicos como os pedais, o punho da alavanca da caixa de velocidades, e em caso de travagem brusca poderá sair disparado contra o encosto de cabeça ou contra o vidro da frente, aumentando de forma considerável a gravidade das lesões.

De igual modo, um cão com a cabeça de fora da janela é um risco para os restantes utilizadores da estrada pelo risco de queda que está, cao

Quarto mandamento: Utilizará os sistemas de retenção adequados

Nem todos protegem de forma igual o seu cão, nem servem para todos os tamanhos e raças. Em geral, se o seu cão é grande, deve ir na mala do carro, preso com um arnês curto e de dupla ancoragem, separado do habitáculo com uma rede. No caso de ter um cão pequeno, pode sempre levá-lo numa transportadora, colocada aos pés dos assentos traseiros. Em qualquer caso, outra alternativa muito útil é utilizar arneses unidos às fivelas dos cintos de segurança dos assentos traseiros. Aqui recolhemos toda a tipologia de forma resumida:

  • Rede divisória: Coloca-se entre os pilares da estrutura do carro e separa a cabine do porta bagagens, permitindo maior liberdade ao animal, sem incomodar os passageiros. Em caso de colisão, o animal pode sofrer maiores danos.
  • Transportadora: por um lado, pode ir presa ao cinto de segurança, mas em colisões grandes pode partir as fivelas dos cintos. No chão encaixam-se bem, caso sejam pequenas e, por irem tão ajustadas, a energia do impacto é rapidamente absorvida. Se o cão for grande e o queremos levar numa transportadora no porta bagagens, há as que podem ser colocadas de forma transversal à direção da marcha.
  • Arnês: Existe de um ou dois pontos de ancoragem. O primeiro conecta-se ao cinto de segurança do veículo, mas não é demasiado seguro pois, em caso de colisão, pode romper-se. O segundo evita o deslocamento para a frente, pois tem um sistema de união curto, portanto, não incomoda o condutor.

Quinto mandamento: Não deixará o seu cão fechado no carro

Nunca é de mais recordar esta norma que muitos se esquecem, apesar da sua enorme perigosidade. No verão, quando faz calor, deixa a sua mascote fechada no carro com as janelas fechadas – ou pouco abertas – é uma irresponsabilidade pois o golpe de calor pode ser mortal em menos de meia hora. O habitáculo no verão pode alcançar uma temperatura de até 40 graus e os animais não arrefecem o corpo da mesma forma que os humanos.

Recorde, além disso, que os animais precisam de descansar e o calor sufocante afeta-os caso estejam parados e sem se movimentar. Por isso é importante que, caso tenha de sair do carro, saia também com o seu cão para aproveitar que apanhe ar, beba e que faça as suas necessidades.

Sexto mandamento: Fará festas e premirá o bom comportamento do animal

Se cumpriu os mandamentos anteriores, o seu cão estará feliz, vai sentir-se cómodo no carro e fará a sua viagem contente. Premeie a sua boa atitude para reforçar essa conduta positiva e de forma a que cada viagem seja desfrutada por si e pelos seus. Se, pelo contrário, o seu carro não se consegue adaptar ao carro, é importante fazê-lo sentir-se seguro e tranquiliza-lo com carícias e mimos que o ajudem a relaxar-se pouco a pouco.

Em alguns casos, também é recomendável fazer uma visita a um veterinário para obter conselhos profissionais sobre que medicamento pode funcionar melhor no caso de o seu cão não conseguir viajar preso no carro. Para que possamos fazer viagens de carro cómodos e seguros.

Fonte: www.circulaseguro.com

Imagens | iStock Chalabala IRYNA KAZLOVA EvgeniiAnd Wavebreakmedia

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