Trocou o carro pela moto para andar na cidade? Alguns segredos para andar em segurança

Ines Carmo

5 December, 2019

Se é uma destas pessoas que resolveu mudar de estilo de vida, este texto é para si. Na atualidade, as cidades continuam a adaptar-se a uma mobilidade mais eficiente do ponto de vista do meio ambiente. As alternativas de transporte urbano multiplicam-se, enquanto o tráfego e os congestionamentos continuam a aumentar. Razões mais do que suficientes para pensar em adquirir um veículo mais eficaz para as suas deslocações do dia a dia. Conduzir uma moto é simples, mesmo para os condutores de carros sem experiência, mas saberá circular com total segurança e sem risco?

Antes de começar é importante saber que a falta de proteção do condutor é um dos maiores riscos, o que o torna um dos elementos mais vulneráveis da estrada. Em qualquer caso, se tomar as precauções necessárias e conduzir com responsabilidade estará pronto para desfrutar ao máximo das duas rodas.

Medo de pôr mudanças? De cair?

Estas são talvez algumas das dúvidas principais que podem surgir caso nunca tenha andado de moto. Mudar de caixa é um dos principais quebra-cabeças para quem não está habituado e pega numa moto sem nunca ter tido aulas.

trocou o carro

Antes de se sentar na moto, é preciso familiarizar-se com todos os instrumentos: conhecer a função de cada manete (a da direita é para ativar o travão dianteiro e a da esquerda para a embraiagem), acostumar-se ao tato do acelerador no punho direito, gerir a potência da moto, comprovar a resposta dos travões, encontrar a buzina e o travão traseiro. Para tal, podemos procurar um sítio amplo e seguro para fazermos os primeiros testes antes de ir para a estrada e colocarmo-nos em situação real de condução.

Não esquecer, antes de tirar a moto do descanso, de regular os espelhos para reduzir ao máximo os pontos mortos. A vantagem da moto é que, em caso de não ter visibilidade traseira, podemos sempre virar-nos com alguma comodidade para praticar verificar o que está à nossa volta. O pé esquerdo controla as mudanças de caixa e é preciso praticar com a manete da embraiagem para encontrar o ponto morto e as diferentes velocidades: a primeira relação engrena para baixo e as restantes para cima, com o ponto morto entre a primeira e a segunda velocidade.

Uma vez pronto, aprenda a tirar e a colocar a moto no descanso com o pé esquerdo, mantendo a segurança e a estabilidade do veículo, procurando equilibrar o peso para que este não caia parado. Depois, ao arrancar, acelere suavemente para perceber a resposta geral do veículo antes de tirar os pés do chão.

Equipe-se com o kit imprescindível do motociclista

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Esta parte é fundamental e não chegará a ser um verdadeiro motociclista se não tiver todo o equipamento pronto. Neste sentido, escolha as cores a seu gosto, mas cumpra sempre com os mínimos de segurança. No Circula Seguro já tratámos este tema de forma mais ampla e até de forma mais específica para determinadas condições climatéricas, mas vamos aqui recordar alguns aspetos fundamentais:

  • Capacete: deve estar homologado com a etiqueta ECE visível, cobrir a frente por cima das sobrancelhas, ser cómodo e do tamanho adequado. O mais recomendável é que seja um capacete integral, ainda que existam muitos modelos diferentes.
  • Casacos: os de pele, tecido específico ou kevlar são os mais seguros, pois resistem melhor à abrasão em caso de queda, mas o melhor é que tenham um reforço na coluna e no pescoço, duas das zonas mais vulneráveis. Se for de uma cor apelativa, melhor, pois vai torná-lo mais visível aos restantes utilizadores da estrada.
  • Botas: impermeáveis e sem cordões são já por si boas botas, mas as melhores são as que protegem o tornozelo e, até, as que sobem até à tíbia.
  • Luvas: Outro elemento de grande importância pois delas dependem a nossa boa aderência ao punho. Convém que tenham proteção na palma e dedos e se ajustem adequadamente à sua mão. Se, além disso, forem impermeáveis, a sua comodidade melhorará.

Equilíbrio e prudência para uma condução preventiva

Este é o ponto mais importante: ver e ser visto, prever e antecipar as situações de risco, conduzindo responsabilidade. Em cima da moto a sensação de liberdade é maior, mas a exposição também, não se esqueça.

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A velocidade excessiva deve ser evitada a todo o custo e a margem para os veículos da frente deve ser ampla. No entanto, o mais importante, claro, é manter-se alerta e respeitar as normas de trânsito.

Conheça e mime a sua moto para que ela cuide de si

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Tal como devemos parar a cada duas horas, manter a postura correta e alimentar-nos e hidratar-nos bem, também a nossa moto deve ser cuidada. Antes de se fazer à estrada, recomendamos comprovar o estado dos travões, dos pneus e o nível dos líquidos. As visitas à oficina também são aconselhadas antes de qualquer viagem de longa distância. As luzes devem estar sempre em perfeito estado para poder ver e ser visto.

Há que ter em conta que a formação de um motociclista não termina com a compra da moto, nem sequer com a obtenção da respetiva carta. É aconselhável que continue a treinar, para melhorar a técnica e habilidade enquanto condutor e assim diminuir o risco de acidentes progressivamente.

Fonte: CirculaSeguro.com

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