O seu carro está dentro da validade?

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É claro que quando compra um veículo este não traz um rótulo a dizer “Consumir de preferência antes de…”, mas há vários componentes que precisam de ser trocados de tempos a tempos. Tem estado atento aos prazos?

Com a chegada do frio, e em breve das férias de Natal, há sempre quem planeie deslocações maiores de carro. Se é uma dessas pessoas, não se esqueça de várias coisas: realizar uma manutenção preventiva, prevenir-se para eventuais condições climatéricas adversas e verificar a “data de validade” do seu carro. Quer seja pela quilometragem e consequente desgaste ou até pela idade que já têm, há certos elementos que devem ser trocados passado algum tempo. Não se trata de uma situação grave nem limite, mas como condutor responsável, deve estar atento aos sintomas que o seu carro apresenta, atuando em conformidade para evitar possíveis avarias.

Validade: Que elementos são e quando caducam?

Antes de o enumerarmos, tenhamos em conta que, à medida que os anos vão passando pelo carro, há determinadas verificações que devemos fazer de forma rotineira. Falamos de líquidos, óleos e filtros que devem ser revistos habitualmente para comprovar o seu bom estado, ainda que em caso de os substituirmos, é preciso fazê-lo no devido ritmo e quilometragem: óleo do motor e filtro (15.000 km), filtro de ar (20.000 – 30.000 km), filtro de combustível (30.000 – 50.000 km), filtro do habitáculo (15.000 km), líquido dos travões (20.000 km ou 2 anos) e anticongelante (dois anos).

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Sistema de climatização

Odores desagradáveis, falta de potência ou insuficiência para desembaciar os vidros são sintomas de que o seu sistema de climatização não funciona corretamente. Uma revisão a cada dois anos torna-se essencial, sobretudo se o veículo já for mais antigo, para carregar o gás e comprovar que todo o circuito se mantém estanque. Como já mencionámos, o filtro do habitáculo deve ser substituído anualmente.

Limpa-parabrisas

As escovas do limpa-parabrisas também devem ser substituídas, ainda que seja algo de que os condutores costumam estar mais dependentes, mais ainda nesta altura de chuvas, em que se tornam indispensáveis. Quando já não limpam a água ou a sujidade dos vidros, quando deixam rastos ou chiam ao funcionar, é sinal de que estão em final de vida útil.

Bateria

Ai… quando ouvimos aquele ruído de motor afogado! É sempre naquele dia em que não pode chegar atrasado e muito menos faltar àquela reunião importante. Para evitá-lo, procure cuidar da bateria do seu carro, partindo do princípio de que a sua vida média é de 4 ou 5 anos, sempre em função do uso que se faça dela.

Catalizador

Este componente de nome estranho é o que reduz os elementos contaminantes dos gases de escape. A sua vida útil é determinada pelo uso, ainda que também seja preciso ter em conta que pode estragar-se por diferentes motivos, como por exemplo, que chegue lá gasolina sem ser queimada. A partir dos 400.000 quilómetros percorridos é preciso avaliar se não terá de ser substituído.

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Airbag

O airbag pode aguentar toda a vida útil de um veículo – se não fizer uso dele – ainda que em modelos antigos possamos estabelecer a sua validade em volta de 10 a 15 anos. No painel de instrumentos é dá para verificar possíveis avarias relacionadas com este elemento (luz SRS). Caso esta se acenda, está na hora de lhe fazer uma revisão. Logicamente, após um acidente em que os airbags tenham disparado, torna-se obrigatório substitui-los.

Cinto de segurança

Não podemos dizer que este elemento fique fora de validade, mas a verdade é que também se deteriora. A sua revisão periódica é, por isso, imprescindível, para verificar possíveis estragos ou mau funcionamento dos apoios. O tempo e as travagens podem diminuir a sua eficácia, obrigando a ceder com puxões mais fortes. Após um acidente, troque-os por uns novos, sem dúvida.

Luzes

Dois ou três anos é o que duram habitualmente as lâmpadas dos faróis, pelo que é importante – e obrigatório – ter sempre um conjunto para substituir. Sempre que trocar as lâmpadas deve acertá-las, rever a transparência dos faróis e limpar os vidros. No caso das luzes de xénon, devem ser substituídas numa oficina, já que não convém manipulá-las.

E sobre a duração dos pneumáticos?

Independentemente dos quilómetros que faça, os seus pneus desgastam-se pela inclemência do tempo, o peso que suportam e os diferentes terrenos por onde circulam. Não têm validade e não há um período concreto para os substituir, mas não é por isso que nos podemos descuidar. Ao fim e ao cabo são um elemento de segurança imprescindível.

A chave está em vigiar o estado do piso, para procurar que a profundidade do mesmo nunca seja inferior aos 1,6mm: abaixo disso a velocidade a que se produziria aquaplaning reduzir-se-ia em até 40%, por exemplo. Por outro lado, devemos estar atentos para que não existam altos, buracos ou objetos cravados.

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No que estão de acordo todos os fabricantes é que após cinco anos de uso devem ser verificados por um especialista. Ao cumprirem-se dez anos após a data de fabrico é recomendado que o pneu seja substituído. Pode encontrar a data na combinação de quatro dígitos na lateral do pneu, com a semana e o ano, sempre precedidos da menção DOT.

Fonte: CirculaSeguro.com

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