Inglaterra está a preparar plano para combater agressividade ao volante

Inglaterra está a preparar um plano para tentar combater o fenómeno da agressividade ao volante. Passa pela análise de imagens captadas por câmeras.

A agressividade ao volante e os comportamentos ofensivos que tantas vezes se assiste na estrada são a antítese do que deve ser a convivência em sociedade.

Em termos rodoviários, a agressividade aumenta seriamente a probabilidade de se verificarem acidentes e até de crimes de ofensa à integridade física de pessoas.

E trata-se de um fenómeno que se diria ser transversal a diferentes povos. E é por isso que, com a preocupação que no Circula Seguro temos de trazer exemplos e realidades noutros países relacionadas com o ambiente rodoviário, que é interessante ver para aquilo que a Inglaterra está a fazer para tentar resolver o problema da agressividade e da fúria ao volante.

O governo inglês elaborou um plano que contém cinco dezenas de propostas para combater a ira no trânsito e incentivar o “respeito mútuo” entre condutores, ciclistas e peões.

Uma dessas medidas pensadas consiste na criação de uma nova unidade policial dedicada à análise de filmagens de câmeras instaladas em capacetes ou a bordo dos próprios carros.

A nova unidade surge no momento em que o Departamento de Transportes definiu um plano a dois anos, que pretende “combater a raiva nas estradas, incentivar um maior respeito mútuo entre os utilizadores das estradas e proteger os mais vulneráveis”.

Cidadãos poderão denunciar

Embora não se saibam mais detalhes, as indicações vão no sentido de que os próprios cidadãos que testemunhem e tenham filmado situações de agressividade na estrada possam partilhá-las com a polícia.

Entre as ofensas passíveis de serem alvo de admoestação por parte das autoridades, após a validação das imagens captadas, incluem-se condução perigosa, condução negligente, utilização do telemóvel ao volante, não utilização de cinto de segurança, desrespeito do semáforo vermelho e transposição de linhas longitudinais contínuas.

O Departamento de Transportes refere ainda que as filmagens também podem levar a investigações para outro tipo de ofensas ou crimes, designadamente quando se constata que o condutor claramente não evidencia estar a controlar o veículo (com uma condução errante potencialmente devido à presença de álcool ou drogas) e que poderia levar a acidentes.

Para as autoridades, a possibilidade dos condutores enviarem imagens das suas câmaras que tenham instaladas nos seus veículos traz um aumento nas taxas de deteção de infrações, sem um custo extra significativo de fiscalização.