Os perigos a que estamos expostos quando comemos durante a condução

Os perigos que ocorrem quando comemos enquanto conduzimos

Comer e conduzir ao mesmo tempo, não é, certamente, a melhor combinação para a segurança rodoviária. Quantas vezes já não aconteceu estarmos a conduzir e a comer uma sandes, porque estamos atrasados ou a degustar um gelado, porque lá fora faz calor?

Acontece que, enquanto conduzimos e comemos o que quer que seja, não damos conta dos diversos riscos a que estamos expostos; quais? Pense bem como seria se, enquanto come uma sandes, lhe surge um obstáculo súbito pela frente.

Da incerteza à realidade

Conduzir é um ato que requer, por parte do condutor, toda a disponibilidade; e quando se alega toda a disponibilidade, é mesmo toda, ou seja não apenas a inteletual, mas a física, também.

Há quem conduza e há quem conduza! Não percebeu? O Circula Seguro explica-lhe; há quem conduza, no verdadeiro contexto da afirmação, ou seja, que consegue colocar ao serviço da condução toda a sua capacidade inteletual e física, mantendo os seus níveis de alerta permanentes e a sua disponibilidade reativa sempre presente.

Depois há quem conduza, ou seja, que ali vá, dominando a trajetória da viatura, mas alheando-se do que se vai desenrolando ao seu redor, uma vez que parte da sua concentração está direcionada para a ação paralela que está a desenvolver neste caso, comer.

A complementar, está a falta de firmeza no volante. Se houver a necessidade de efetuar uma manobra de evasão ou uma ação súbita no pedal de travão ou na alavanca da caixa de velocidades, tal não vai acontecer porque a área de decisão do nosso cérebro não está em total disponibilidade para tal.

Estaremos disponíveis para abdicar de uma reação
em prol de outra?

Comer enquanto se conduz e os perigos associados.

Podemos até dizer que sim, que estaremos disponíveis para abdicar de uma reação em prol de outra, mas na verdade o que acontece, tal como quando vamos ao telemóvel, é que a nossa capacidade de escolha entre duas reações está muito limitada.

Se vamos a conduzir e a comer em simultâneo, estamos na presença de um momento em que, pelo menos, uma das nossas mãos se encontra ocupada. Se houver a necessidade de atuar na manete das mudanças, por exemplo, não o fazemos, pelo menos no tempo útil que devemos fazer, porque temos a mão ocupada com um objeto e não o vamos largar de imediato para agir.

Já relativamente ao travão de serviço, se houver a necessidade de o acionarmos de forma súbita, caso exista nas nossas imediações algo que esteja sujeito a ser projetado, vamos inconscientemente retardar essa ação, para que não haja a possibilidade disso acontecer. Esse retardamento interventivo vai refletir-se na distãncia de reação e travagem.

Ao conduzirmos enquanto comemos, tal como acontece quando fumamos, também durante a condução, ou falamos ao telemóvel, o volante, na melhor das hipóteses está a ser dominado apenas por uma das mãos. Se surgir uma situação na via capaz de provocar uma alteração na direção, controlar a trajetória torna-se mais difícil. Como consequência pode ocorrer um acidente rodoviário com resultados catastróficos.

Foto¦ Glogster