Street Racer – Do espectáculo à realidade

Race wars - do espectáculo à realidade

A modalidade Street Racer, se é que lhe podemos chamar modalidade, é algo que atraí centenas de condutores, alguns equipados com máquinas de grande potência, transformadas, outros com viaturas mais modestas, no entanto igualmente demonstradoras de diferença rodoviária.

Há alguns anos atrás, em Portugal houve uma forte adesão às corridas espontâneas, supostamente não organizadas, ou pelo menos não oficialmente organizadas. Decorreram em diversas cidades, utilizando para tal vias urbanas e em muitos casos vias não urbanas, no entanto de tráfego elevado.

Do espectáculo à realidade

Decorrendo essencialmente durante a noite, muitas das vias escolhidas pelos Street Racer para a realização das corridas eram zonas industriais ou locais urbanos onde a circulação era menor nessas mesmas horas. No entanto, sendo menor, atraída muitos observadores das mesmas, o que fazia com que enormes multidões se aglomerassem.

Foram conhecidos casos de graves acidentes rodoviários entre os Street Racer, mas também conflitos com consequências gravosas envolvendo condutores que nada tinham a ver com a competição. Houve, pela ocasião, um alerta social para o fenómeno Street Racer.

Hoje o fenómeno encontra-se mais socializado, existindo concentrações organizadas com vista ao confronto entre os Street Racer participantes, com níveis de segurança que, ainda assim, deveriam ser aumentados, ou seja manter o público mais afastado do local da corrida.

Acontece que os níveis de adrenalina, que acontecem nessas corridas organizadas, transbordam para lá da zona de corrida e “injectam-se” nos espectadores, levando-os a desenvolverem uma condução deveras perigosa, não apenas para o próprio, como também para os demais utilizadores da via pública.

Assim, é importante que os espectadores das corridas organizadas percebam que os níveis de perigo nas pistas é muito inferior aos níveis de perigo que eles proporcionam na via pública quando entram em despique com os fantasmas das suas cabeças.

Foto¦ Pigoso