Telemóvel enquanto se conduz: doença está disseminada

telemóvelForam apenas sete dias, mas serviram à GNR para mostrar como é que a “doença” de usar o telemóvel enquanto se conduz está disseminada.

Entre os dias 6 e 12 de maio, a Guarda Nacional Republicana (GNR) intensificou a fiscalização ao uso indevido do telemóvel durante a condução, numa operação chamada “Smartphone, Smartdrive”.

A intenção era contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de acidentes e para a adoção de comportamentos mais seguros por parte dos condutores.

Contudo, os resultados da operação foram alarmantes para quem, como todos nós, usa diariamente a estrada, já que mostraram (ou, porventura, reforçaram a convicção generalizada) de que a “doença” de utilizar o telemóvel enquanto se conduz está disseminada.

Os dados operacionais, em resultado das ações desencadeadas pelos militares dos Comandos Territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito da GNR que, diariamente, estiveram empenhados no patrulhamento rodoviário, deram conta de 646 automobilistas a manusear a margem da lei o seu telemóvel.

92 casos por dia

São cerca de 92 casos por dia, o que se considerarmos que não existe um agente de autoridade a cada metro de estrada torna esta cifra uma amostra mais significativa.

A GNR relembra que a utilização incorreta e o manuseamento de telemóveis, tablets, ou dispositivos similares, para a realização de chamadas, envio de mensagens escritas ou consulta de redes sociais, durante a condução acarreta riscos associados, designadamente:

• Distração visual (tira os olhos da estrada);
• Limitação motora (tira as mãos do volante);
• Condicionamento cognitivo (distração na condução).

Durante o ano de 2019, a GNR alerta que vai continuar a exercer uma fiscalização intensiva e terá uma especial preocupação com os comportamentos de risco dos condutores, sobretudo os que ponham em causa a sua segurança e a de terceiros.