Transporte de idosos e mobilidade reduzida

Transporte de idosos e mobilidade reduzida

Em Portugal surgiu a moda, há algum tempo, da utilização de veículos de transporte de pessoas com mobilidade reduzida e idosos. São viaturas que servem essa necessidade, mas que são, também, utilizadas para deslocações de largas distâncias.

Se observarmos a existência destas viaturas de mobilidade facilitada de uma forma mais sentimental, percebemos que são uma mais-valia para quem deles necessita e faz uso. No entanto, se os observarmos com olhos de segurança rodoviária e da forma como são utilizados, percebemos as condicionantes que ostentam.

Um caminho para todos, uma segurança condicionada

As viaturas de quatro rodas que servem as pessoas de mobilidade reduzida, seja essa mobilidade fruto da idade que provoca marcas em cada um de nós, seja por motivos físicos advindos de um qualquer problema, são uma ideia positiva, uma vez que permitem aos seus utilizadores uma maior autonomia.

Acontece que essas viaturas, cadeiras de rodas conduzíveis, não podem ou não devem ser autorizadas a circular em vias onde as velocidades dos veículos é mais elevada, como por exemplo nas estradas nacionais, uma vez que a fraca estructura, a falta de sistemas de segurança, a baixa velocidade e a sua vulnerabilidade, acumulada ao não conhecimento das regras de circulação dos seus utilizadores, não abonam em nada a segurança rodoviária.

Desta feita, quando os responsáveis portugueses pelas sucessivas alterações às regras do código da estrada efectuam essas alterações, deveriam sair detrás da secretária em Lisboa e ir para o terreno, sem motorista ou batedores da polícia a abrir caminho e sim, circularem ao volante das suas viaturas descaracterizadas, para desse modo perceberem a dificuldade na mobilidade criada pelos veículos que facilitam a mobilidade a quem fisicamente necessita dela.