Quando a travagem não é compatível com a distância de segurança

Velocidade e distãncia de segurança

A travagem de um veículo, seja ele qual for, está sempre diretamente associada à velocidade a que esse mesmo veículo circula e à distância de segurança que vai mantendo em relação ao veículo que o procede.

Quando circulamos em conjunto com outros veículos, devemos ter em consideração diversos fatores, sendo um deles a distãncia que mantemos relativamente ao veículo que nos precede, mas também a capacidade que o nosso veículo dispõe, em caso de haver necessidade, de efetuar uma travagem, seja ela de maior ou menor intensidade.

Deste modo, sempre que nos fazemos á estrada, a postura que adotamos deve ser a de promover a maior segurança possível, com vista a evitar uma situação de conflito com os demais utilizadores do meio rodoviário.

Quando a velocidade influencia a distância de travagem e paragem

Não é raro observarmos alguns condutores a desenvolverem velocidades inadequadas em locais cujo perigo é exponencial, seja pela intensidade do tráfego, seja pela própria infraestrutura do meio rodoviário.

Tal deve-se ao facto de existirem condutores incapazes de perceberem que existem inúmeras diferenças entre veículos, seja na sua capacidade de travagem ou tipo. existem condutores que não têm a faculdade do discernimento para perceber que a própria via não é a mais adequada para determinada velocidade ou que há pneus com maior capacidade de atrito que outros.

Mas, afinal, que tem de tão incompatível a travagem com a distãncia de segurança?

Primeiro teremos que perceber o conceito dos termos. Nesta trilogia, existem os elementos velocidade, distância de segurança e travagem. Os três caminham lado-a-lado, mas não “de mão dada”.

Quando circulamos ao volante do nosso automóvel ou motociclo, devemos, primeiro, perceber que tipo de veículo é o nosso, a sua idade e a sua capacidade técnica. Afinal, nem todos os veículos estão equipados com sistema ESP, por exemplo, como é próprio de um parque automóvel repleto de viaturas envelhecidas.

Velocidade e distância de segurança

Depois existe a relevância dos pneus, com a crise económica que o país atravessa, é sabido que muitos condutores adquirem pneus já rodados e de custos mais baixos, logo pneus com menor qualidade de atrito e consequente aumento da distância de travagem.

Também a capacidade de cada condutor reagir a um estímulo é demais importante; condutores experientes e com um estado físico saudável, garantem melhor capacidade de reagir a um estímulo proveniente do veículo que circula à frente, do que um condutor inexperiente ou com condição física debilitada (dores de cabeça, dores físicas, idade mais avançada, etc…).

Visto isto, vamos perceber que, quando se conduz está-se na presença de uma capacidade física de cada um responder adequadamente a cada estímulo que vai surgindo no caminho. A isso chama-se capacidade de reação que está diretamente associada à distância de reação (espaço percorrido durante o tempo de reação). Este espaço de reação aumenta ou diminuí, dependendo da experiência de cada um ou da respetiva velocidade.

Depois, e mesmo que o condutor se encontre nas melhores condições e com o melhor veículo, terá de ter sempre em consideração o condutor dos veículos que com ele se cruzam; algo de difícil ou mesmo impossível avaliação. Aquele condutor pode ser um idoso, um recém-encartado ou mesmo uma pessoa com deficiência física. Há, então, que aumentar a distância de segurança.

Sabendo-se que, sempre que existe uma duplicação da velocidade existe, é preciso quadruplicar a distância de paragem. E para terminar, devemos perceber que o pavimento não é o mais rigoroso, pois não é regular, encontra-se sujo e escorregadio e repleto de oscilações; estes são factores que proporcionam um aumento na distãncia de paragem.

Para se garantir uma distância de segurança adequada, pode-se utilizar a chamada técnica dos três segundos; escolhemos um ponto fixo na berma da estrada e, quando o veículo precedente passar por esse ponto, contamos três segundos. Se passamos antes dos três segundo, estamos a circular com pouca distância de segurança. Se passarmos nos três segundo ou mais, então estamos a circular corretamente. De referir que, em piso molhado, deveremos aumentar os três segundos para seis segundos.