Os erros mais frequentes da condução em autoestrada

A condução em autoestrada requer conduta, consciência e pouco stress. Não é facil conduzir com todas as regras numa estrada repleta de carros ou até no meio de filas quando estamos com pressa para chegar ao destino. O nervosismo começa a crescer, convertendo-se num dos maiores fatores de risco que podemos conhecer ao volante de um automóvel.

Regra básica passa por manter a calma e ter muita paciência. Aumentar as medidas de segurança também é necessário, já que as filas de trânsito são sinónimo de acidentes, especialmente provocados por erros quando conduzimos com algumas restrições. Assim, em vez de contribuirmos para o descongestionamento do trânsito, pioramos ainda mais a situação.
Lamentavelmente, nem sempre atuamos de forma adequada na hora de enfrentarmos um congestionamento. São situações que muitos condutores praticam, são “fora da lei” e são práticas que não melhoram, em nada, a segurança. Aqui, no Circula Seguro, dizemos-lhe quais as situações mais comuns que não deve praticar no trânsito em pára-arranca.

1 – Mudar constantemente de faixa de rodagem

Quantas vezes vemos um carro a mudar constantemente de faixa à procura da que circula mais rápido? Com esta atitude, o que podemos conseguir são ainda maiores retenções e por conseguinte mais stress nos outros condutores. Para além disso, as possibilidades de se gerar um acidente aumentam. A sensação que nos acompanha de estarmos sempre na faixa mais lenta, acontece também quando mudamos para o do lado. Parece que aquele onde estavamos é que afinal circula mais rápido. Convém ainda evitar outro risco habitual como o de trocar de faixa e ficar parado a meio, impedindo que outros carros avancem.

2 – Não respeitar a distância de segurança

Quando estamos numa fila de trânsito, é normal circularmos a escassos centímetros do veículo da frente, o que pode levar a pequenos toques urbanos, logo impedimentos no trânsito, já que o condutor da frente vai sair para perceber se o toque produziu algum estrago no seu carro. As reações dos condutores num engarrafamento podem ser imprevísiveis, de tal forma que quando a fila desaparecer, pode voltar a parar alguns metros mais à frente, o que obriga a travar.

3 – Acelerar e travar bruscamente

São muitos os condutores que, nos engarrafamentos, sempre que existe um espaço maior entre carros acelera de forma brusca, para voltar a travar logo de seguida. Esta forma de conduzir é contraproducente para além de ser perigoso. No meio de uma fila de trânsito, convém deixar sempre uma margem de segurança para o carro da frente. No caso de ser necessário travar, vai ser possível fazê-lo com calma e tranquilidade. Não batemos no carro da frente e evitamos que aquele que segue atrás nos bata.

4 – Não utilizar os piscas para assinalar a manobra

Numa situação de fila, a tendência é a de confiar na nossa destreza e na dos outros e não assinalar com o pisca a mudança de faixa de rodagem. Como circulamos mais próximo uns dos outros, temos tendência a pensar que todos os outros carros à nossa volta nos vêem. Este comportamento torna-se um hábito e acabamos por nunca abrir o “pisca” em qualquer mudança de direção. Portanto, é importante que nos habituemos a fazer sempre o “pisca”.

5 – Ficar nervoso e ter sempre pressa

Os nervos e a pressa não são bons conselheiros, sobretudo em estrada. Perante uma fila de trânsito, e mesmo que estejamos com pressa, o melhor será mesmo manter a calma. Uma recomendação básica, mas que realmente funciona, passa por sair de casa cinco minutos antes da hora habitual.

6 – O vício de pisar a embraiagem

Não somos apenas nós que sofremos com as filas e os engarrafamentos. A mecânica também sofre e um dos elementos que mais tem tendência a entrar em colapso com o pára-arranca é a embraiagem. O facto de ser preciso realizar pequenas deslocações faz com que muitos condutores “descansem” o pé esquerdo sobre a embraiagem, o que produz desgaste prematuro da mesma. Perante uma situação como esta, o mais recomendável é pisar a embraiagem o menor período de tempo possível e apenas quando for necessário. Enquanto estivermos parados, o melhor é colocar a caixa de velocidades em ponto morto. Assim evita-se o desgaste prematuro deste componente.


7 – Não utilizar rotas alternativas

Há muitas filas de trânsito e engarrafamentos que podiam ser evitados se escolhesse uma estrada alternativa que o leve ao mesmo destino, ainda que passe por estradas secundárias ou que obrigue a fazer mais alguns quilómetros. Claro que isto nem sempre é possível, mas graças aos sistemas de navegação atuais, podemos valorizar esta possibilidade.

8 – Avançar em ponto morto

Outra prática ineficaz que sacrifica a mecânica é deixar o carro rolar nos engarrafamentos em ponto morto no caso da inércia da via o permitir. Este erro acaba por ser assimilado pelo carro que acaba por se danificar com esta prática. O ideal é manter-se parado e em ponto morto. Quando for possível arrancar, colocar a primeira e avançar.

Fotos: circulaseguro.com