A sinistralidade rodoviária e consequências sempre a subirem

A taxa de sinistralidade vai aumentando de ano para ano

Será pertinente colocar-se a questão sobre se a politica de prevenção e segurança rodoviária adoptada em Portugal será a mais correcta, adequada e capaz de levar a bom-porto o principio a que se propõe e propôs, nomeadamente a diminuição da sinistralidade rodoviária e suas nefastas consequências.

As alterações que se vão incrementando na legislação que rege não apenas a circulação rodoviária ou sua fiscalização, mas também o ensino de novos condutores por parte das escolas de condução e, agora, não só, vão ou pretende-se que sigam, na direcção de melhorias ao nível rodoviários. Acontece que os números mostram exactamente o contrário.

Os números que (ainda) não mentem

Está latente nos números apresentados pela ANSR que a politica praticada nos últimos anos no sector da prevenção e segurança rodoviárias está errada e segue em sentido contrário ao que realmente se pretende dela. Ou seja, ao invés de diminuir a sinistralidade rodoviária, está a aumentar.

Assim, continuar com a mesma política é um erro crasso e apenas existente por que existem uns senhores que se julgam conhecedores da realidade rodoviária e do ensino da condução automóvel, somente por que ocupam um cargo que nem eles sabem bem como foram lá parar.

Deste modo, não será possível desenvolver uma legislação capaz de, realmente, ter uma actuação verdadeira, credível e capaz na atribuição de conhecimento e sensibilização a que da via publica faz o seu caminho e assim melhorar a sinistralidade rodoviária.

Os valores estatísticos

Entre os dias 1 de Janeiro 2015 e o dia 21 de Outubro 2015, comparativamente com o mesmo período dos últimos dois anos, em Portugal registaram-se mais acidentes, mais vitimas mortais, mais feridos graves e leves. A saber:

Acidentes rodoviários: 2013 registou 91 771, no ano de 2014 assinalaram-se 92 936 e este ano de 2015 já vamos com 97 442.

Mortes resultantes: 2013 registou 405 mortos, 2014 marcava, por esta ocasião 371 e este ano já marca 386. Aqui verificou-se no ano de 2014 uma descida que, entretanto, já foi anulada.

Feridos Graves.; em 2013 foram 1 582, em 2014 foram 1 703 e este ano já se registaram 1770. É preocupante.

Feridos leves; o ano de 2013 registou 29 288, o ano de 2014 marcou 29 950 e este ano de 2015 já vamos com 30 005.

Com estes valores percebemos que as políticas estão erradas e as pessoas que as decidem também.