Sinistralidade aumenta, números de mortos diminuí e numero de feridos é assustador

Sinistralidade aumenta, número de mortos diminuí e número de feridos ligeiros é preocupante

A sinistralidade rodoviária foi entrando na vida de cada um de nós de uma forma suave, no seu contexto, foi-se apoderando de cada um de nós, de uma forma muito subtil e tornou-se nossa íntima de uma forma totalmente descarada, ao ponto de não lhe darmos o valor que merece, nomeadamente na atenção aos números com que nos vai presenteando.

A sinistralidade rodoviária é um fenómeno ao qual não devemos abstrair a nossa atenção, mas sim redobra-la, para que ela, a sinistralidade, não nos abrace e faça fazer parte dos seus números terríveis.

Por vezes devemos olhar, com olhos de ver, os valores da sinistralidade rodoviária e das suas consequências; deste modo, vejamos em termos comparativos os resultados da sinistralidade desde o dia 1 de Janeiro 2016 até ao dia 21 de Abril de 2016, com os anos 2014 e 2015, no mesmo período.

Número de sinistralidade rodoviária: No ano de 2014, na data acima indicada, ocorreram 34.712 acidentes rodoviários, em 2015 deram-se 35.366 e este ano já foram registados pelas autoridades fiscalizadoras 38.697. Este aumento na sinistralidade deve ser devidamente avaliado e combatido, por cada um de nós.

Número de mortos: No ano de 2014 registaram-se, neste período 122 vitimas mortas, já em 2015 aconteceram 138 e este ano, até então 128. Apesar da descida, o que se considera positivo, ainda está demasiado elevo, o valor.

Número de feridos graves: 537 foram as vítimas graves que ocorreram em 2014, tendo o ano de 2015 registado 595 e este ano apresentar um resultado, já, de 542 vítimas.

Número de feridos leves: Neste campo, apesar dos feridos serem leves, reside uma grande preocupação, que se reflete no facto do número aumentar; 10.010 em 2014, já 2015 ocorreram 10.246 e este ano 10.948.

Será fácil apontar o dedo às autoridades, alegando falta ou má fiscalização. Será fácil apontar o dedo ao legislador, que também tem responsabilidades, alegando que não sabe o que faz; mas cada um de nós reconhecer o seu erro e percebendo que somos, individualmente, responsáveis por tão elevados valores, isso é que é mais complicado.

Foto¦Robert Howell