A formação no ensino da condução de moto e os perigos associados durante o exame

A formação no ensino da condução de moto e os perigos associados durante o exame

Quando alguém se dirige a uma escola de condução no sentido de retirar informações sobre o que necessita para se inscrever numa acção de formação para obtenção da categoria de moto, já sabe que sejam quais forem as exigências, se vai inscrever; seja nessa ou noutra escola de condução. O “bichinho” da moto fala mais alto que qualquer outra razão.

Qualquer amante de motos sabe que, mais cedo ou mais tarde, ainda que por vezes queira resistir à tentação de se inscrever, pelas mais diversas razões, acaba por se deixar levar e adquire essa categoria que lhe irá permitir ter argumentos para avançar para a compra do veículo e usufruir de sensações únicas.

A formação em escola de condução

A avaliação de quem pretende adquirir um título de condução para motociclo, passa sempre por duas provas, a teórica e a prática. A teórica no desenvolvimento de algumas questões técnicas (10) duma prova mal elaborada e que em nada privilegia o futuro condutor e uma prática de avaliação de conhecimentos e destreza.

Mas antes das avaliações serem efetuadas, há toda uma formação desenvolvida por um profissional de uma escola de condução. E é aqui que surgem, muitas vezes, as dificuldades.

Nem todos os que se dirigem a uma escola de condução para se inscreverem numa formação da categoria de moto têm apetência para conduzir este veículo. Acontece que essa avaliação não é percetível quando se atende o candidato na secretaria da escola de condução. Essa analise só se consegue fazer quando o candidato inicia a sua formação prática.

bike-test_1417781c

Muitos são os candidatos que nunca se sentaram em cima de uma moto e outros tantos são os que nem bicicleta sabem conduzir. Quando tal acontece, as dificuldade são ainda maiores, uma vez que temos de desenvolver o sentido vestibular.

É verdade que este sentido já se encontra desenvolvido, mas não para o equilíbrio sobre um veículo de duas rodas. esse tem de ser trabalhado. Depois, associado a isso, há que interiorizar rotinas e em paralelo manter a atenção ao meio rodoviário.

Se durante a aprendizagem isso requer uma atenção e concentração redobrada, dificultada pelo facto de, na maior parte do tempo de aula prática o formando se encontrar sozinho sobre o veículo e sem que o formador possa atuar nos comandos do mesmo, no exame o tempo de execução é total; o examinador não tem possibilidade de atuar nas ações da viatura.

O exame de condução e os perigos associados

Se durante as lições práticas o formador, grande parte das lições, está sentado com o formando sobre a viatura, podendo atuar nos comandos se tal for necessário, no exame tal não acontece. O examinador efetua o exame desde o interior de um automóvel, dando as indicações através de um rádio.

Se, eventualmente, o formando efetuar alguma falha que condicione a sua segurança, o examinador nada poderá fazer a não ser assistir ao ocorrido e reprovar o candidato, com base num processo e lei de avaliação.

Se desse erro ocorrer um acidente rodoviário com consequências graves ou mesmo morte do candidato que se encontra a ser examinado, não há responsáveis a não ser o próprio candidato.

Mas afinal que perigos podem ocorrer durante um exame? Exatamente os mesmos que podem ocorrer durante a aprendizagem, mas com a diferença que, durante a aprendizagem o formador ou vai sobre a moto ou vai noutra moto, optando em locais que se mostrem mais expostos, por proteger o formando, mostrando-lhe como se deve atuar perante a situação, enquanto durante o exame o examinador se mantem confortável dentro de um automóvel a assistir ao desenrolar dos acontecimentos.

County_Rider_Training_28

Como desenvolver corretamente um exame prático de moto

Para se desenvolver corretamente um exame de moto, deveria o examinador circular com o examinando sobre a moto ou fazer o acompanhamento noutra moto, conduzindo-a. Dessa forma poderia avaliar a prestação do primeiro e demonstrar como se deve atuar, protegendo-o, em situações de tráfego mais complicado.

Tal situação já acontece em alguns países do norte da Europa e com resultados bastante credíveis. Em Portugal tal não acontece porque existem pessoas a examinar que não têm capacidade para conduzir uma moto, quanto mais avaliar a forma como um candidato o faz.