Porque nos sentimos intimidados quando avistamos uma brigada da GNR-BT?

Porque nos sentimos intimidados quando avistamos uma brigada da GNR-BT?

Quando vamos para a estrada ao volante do nosso veículo, seja ele de que tipo for, fazemos-lo na busca de algum prazer, liberdade ou simplesmente obrigação de deslocação por motivos laborais ou outro tipo de compromissos.

Sabemos que por esses quilómetros fora, por menos que sejam aqueles que vamos percorrer, existe a possibilidade de virmos a encontrar brigadas da GNR-BT a fiscalizar o tráfego rodoviário ou simplesmente a vigiar e orientar em situações pontuais.

Existe sempre uma dúvida a pairar na nossa mente

Por mais que tenhamos a certeza que estamos de acordo com a lei, quando estamos a conduzir e avistamos uma brigada da GNR-BT estacionada na berma da estrada, sentimos sempre aquele formigueiro na barriga. Parece que uma qualquer culpa nos invade e diversas dúvidas começam a surgir.

Avaliamos, em fracções de segundo, tudo o que necessitamos para que não venhamos a ter problemas de infração; Seguro em dia, Inspecção do veículo feita, documentos do veículo e pessoal connosco… até que começamos a olhar ao espelho retrovisor, na expectativa de tentar avistar um qualquer veículo não caracterizado, daqueles que são divulgados na internet, que nos tenha detectado em excesso de velocidade.

A acompanhar isso, verificamos a velocidade a que transitamos e instantaneamente levantamos o pé. Sentimos que algo nos pode acontecer, sem que tenhamos a certeza real do quê. Tentamos passar despercebidos, como se isso fosse possível. Afinal, estamos ali e eles vão, eventualmente, aleatóriamente, mandar parar um ou outro veículo. Poderemos ser nós.

Aproximamo-nos, um deles olha para nós e começa a andar para a faixa de rodagem. Pára. Levanta a mão e faz sinal de paragem. O nosso coração dispara numa taquicardia que não entendemos. Começamos a travar, ligamos o pisca da direita e preparamo-nos para parar, ao que o agente da GNR-BT, nos dá sinal para seguirmos e dá sinal ao condutor que transita atrás de nós que pare.

Nesse momento somos invadidos por uma descarga de alivio, por termos escapado à fiscalização de algo que realmente não cometemos. E nos metros seguintes nos questionamos se aquela cerveja à hora do almoço, acusaria ou não num teste de pesquisa de álcool no sangue.

Foto¦ Região de Águeda