Bicicletas e automóveis – facilitar a coabitação

Bicicletas e automóveis - será possível a coabitação?

Bicicletas e automóveis, como é a sua coabitação na estrada? A resposta vamos dár-lha neste post. Tratam-se de veículos que têm cada vez mais de saber coabitar, uma vez que a utilização de veículos de duas rodas movidos a pedais se tornou uma moda e uma forma de estar na vida.

As bicicletas são veículos mais vulneráveis. Pode dizer-se que as pernas dos condutores (ciclistas) são os pára-choques em caso de conflito entre partes. Se algo correr mal no meio rodoviário, serão sempre os condutores das bicicletas que irão sofrer com as consequências físicas. E esta realidade deve estar sempre presente.

Um espaço, dois veículos

Colocar as bicicletas e os automóveis no mesmo espaço pode não parecer fácil; No entanto, utilizar o mesmo espaço para os dois veículos já se torna algo diferente e concretizável.

Com a última alteração ao Código da Estrada no que às bicicletas e ciclistas diz respeito, foram introduzidas algumas novidades e umas quantas alterações que, infelizmente, ainda não foram apreendidas pelos utilizadores do espaço público circulável.

Pode perguntar de quem será a culpa de tais alterações e complementos ainda não terem sido interiorizados pelos condutores, de um modo geral e a resposta será sempre da culpabilidade alheia.

Acontece que, a responsabilidade de nos encontrarmos ao corrente das legislações que vão sendo colocadas no meio legislativo é apenas nossa, ou seja, cabe-nos a nós procurar essa legislação e saber interpretá-la ou solicitar a quem o saiba fazer convenientemente que a interprete para nós.

Bicicletas e automóveis - facilitação da coabitação

Uma coabitação segura e pacificadora

Cada vez mais são os ocupantes da via pública que recorrem às bicicletas para se fazerem deslocar dentro das localidades. Tal deve-se ao facto da mobilidade ser melhor com este tipo de veículos, nomeadamente nas grandes urbes.

Com os parques automóveis locais a crescerem e as vias de circulação rodoviária a não terem capacidade de escoamento e fluidez desse mesmo trânsito, a necessidade de percorrer médias distâncias em tempo útil faz com que as bicicletas passem a ser os veículos escolhidos por centenas de pessoas para “fugirem” aos congestionamentos.

Esta opção coloca-nos na presença de uma nova realidade; um aumento exponencial de bicicletas a circularem no meio de centenas de automóveis.

Felizmente que algumas autarquias despertaram atempadamente para o fenómeno e começaram a equipar as ruas com os meios adequados para a circulação uniforme dos dois tipos de veículos; é com grande facilidade que percebemos o surgimento de ciclovias. No entanto, ainda muito está por fazer.

Mas, se os condutores de bicicletas e de automóveis estiverem focados no respeito mútuo, então essa coabitação é possível e far-se-á em segurança e de forma pacífica. O problema é que nem todos estão sensibilizados para tal facto, o que faz aumentar o risco e as consequências do acidente.

Bicicletas e automóveis - a coabitação

As regras existentes e que regem a coabitação

Com a introdução de novas regras, surgiu também o abuso e desrespeito das mesmas, essencialmente por desconhecimento ou deficiente interpretação. A saber:

1,5 metros – A distãncia de segurança que o condutor de um automóvel deve manter da bicicleta, quando circula na sua retaguarda ou em ultrapassagem é de 1,5 metros.

Circulação a par – Esta norma está mal interpretada pelos utilizadores do veículo de duas rodas. Segundo a mais recente legislação, os condutores de bicicletas podem circular a par, sempre que circulem em ciclovia ou em faixa-de-rodagem onde sejam possíveis duas vias de tráfego no mesmo sentido e desde que não condicionem a fluidez do restante trânsito.

Prioridade – Os condutores de bicicletas passam a ter o direito de passar, se se apresentarem pela direita em relação a outro veículo, numa intercepção sem sinalização.

Atravessamento de faixa-de-rodagem – Um ciclista não é um peão. Este é um conceito que deve estar bem claro na cabeça de um ciclista. Isto porque devem saber que as passadeiras são para os peões e não para eles. Se se quiserem equiparar a um peão, então deverão descer da bicicleta e atravessar a passadeira com o veículo a ser conduzido ao lado.

Sabendo-se que a bicicleta é um veículo ecológico, não devem os condutores dos automóveis serem molestados pelos defensores e amantes dos veículos de duas rodas. No entanto, devem os condutores dos automóveis respeitar o espaço dos ciclistas.