Peregrinos e a sua insegurança rodoviária

Peregrinos e a sua insegurança rodoviária

A uma semana do 13 de Maio em Fátima, milhares são os peregrinos que transitam, a pé, pelas estradas portuguesas, muitas vezes em situações de total insegurança, seja por culpa própria, por andarem mal sinalizados ou a par, seja por culpa das vias que escolhem para fazer a caminhada, que não têm sistemas de segurança e condições de mobilidade, seja por culpa dos condutores que os abordam com velocidades inapropriadas.

Ao longo das últimas semanas o fluxo destes peões tem vindo a aumentar, sendo esta a semana onde se espera que atinja valores de ocupação elevados. Ainda que hajam campanhas de acompanhamento por parte das entidades fiscalizadoras, como a Guarda Nacional Republicana, muitos são os grupos organizados que circulam em horários nocturnos, de difícil controlo por parte dessas entidades de acompanhamento.

Cuidados a ter pelos condutores, peregrinos, entidades fiscalizadoras e organizadoras

Muitos têm sido os grupos organizados que se t~em feito à estrada com um destino bem definido… Santuário de Fátima. Seja por convicção ou vocação, muitas são os peregrinos que fazem centenas de quilómetros em busca da sua fé e crença.

Para fugirem ao calor, optam, alguns, por caminharem em período nocturno, muitas vezes mal sinalizados e sem respeitarem a regra da “fila indiana“, o que aumenta o perigo de atropelamento. Mesmo com as brigadas da GNR na estrada, é impossível a estes agentes de fiscalização e apoio, estarem em todos os pontos de passagem e a todas as horas.

Assim, e para que o perigo não seja elevado, deverão as organizações de grupos de peregrinos, optar por definir um trajecto que ocupe o menor número de quilómetros possível de berma de estrada, procurando caminhos alternativos e mais seguros.

Já quanto às autoridades, sabendo que muitos dos quilómetros percorridos por estes peregrinos são efectuados em bermas, muitas delas sem condições para tal, deveriam planificar essa vigilância, procurando ter, em permanência, elementos, nos chamados “pontos negros” das estradas portuguesas.

Na passada semana deu-se um acidente perto de Cernache com consequências bastante graves. Era, ao que parece, um local identificado como perigoso, pelo que, com a devida antecedência, deveriam ter sido desviados os peregrinos para um itinerário alternativo.

Quanto aos condutores, uma vez que nesta época do ano é habitual este fluxo de peões, deveriam reforçar a sua atenção à sua presença, transitando sempre a uma velocidade mais baixa, garantindo desta feita um menor risco de sinistralidade em locais ocupados.

Foto¦ Terrademaresol