Porque ocorrem acidentes de viação em passagens de nível

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As passagens de nível, ao longo dos anos, foram uma presença constante em diversos pontos de circulação do meio rodoviário, não apenas para os veículos, mas também para os peões.

Tal proporcionou, diversas vezes, uma aumento considerável na possibilidade de acidente com consequências graves, para quem entrava em colisão com o comboio.

Os perigos das passagens de nível

Nos últimos anos a entidade responsável pela exploração e manutenção dos caminhos de ferro portugueses, avançou para um programa que visa eliminar os pontos de confluência entre a via férrea e a via rodoviária.

Pretendeu-se com isto diminuir, numa primeira fase, a taxa de sinistralidade nestes espaços de circulação comum, e posteriormente o próprio uso do espaço comum.

Desta forma, foram alteradas diversas infraestruturas, procedendo-se à construção de passagens superiores sempre que a zona envolvente à passagem de nível o permitia. Quando tal não era possível, fecharam-se as passagens de nível e desviou-se o tráfego até local onde foi permente desenvolver essas infraestruturas.

A razão dos acidentes nos espaços comuns

Essencialmente percebeu-se que quem mais se encontrava envolvido em acidentes rodoviários em zona de passagens de nível era, ou quem utilizava o espaço com bastante frequência, ou peões – idosos principalmente – que viviam perto do espaço.

Tal devia-se ao facto de os conhecedores do espaço dominarem os horários de passagem habitual dos comboios, ignorando a possibilidade de eventuais atrasos e complementos, mas também por desconhecimento dos horários dos comboios de carga, particulares, intercidades e outros.

Já nas situações das passagens de nível sem guarda, o excesso de confiança e a falta de uma boa capacidade na visão estereoscópica, fazia com que abordassem a zona de cruzamento com a linha férrea, não tendo posterior capacidade de vencer o tempo e espaço existente.

Ainda existem passagens de nível, no entanto, em menor número. Mesmo assim, todos deveremos perceber que, ao atravessá-la, temos de parar, escutar e olhar, para somente depois, com todas as certezas, a atravessar.

Foto¦ Grzegorz W. Tężycki