As tecnologias que tornarão os carros (ainda) mais seguros

Nos próximos 10 anos, os automóveis evoluíram mais que em toda a sua história. Conheça as principais tecnologias do carro do futuro. Desde o nascimento do automóvel, há mais de um século, tem sido habitual imaginar como será o carro do futuro. Nos próximos cinco anos, a maioria dos automóveis deverá utilizar estas tecnologias que os tornarão mais seguros.

Pneus sem ar

Popularizaram-se as rodas Tall&Narrow; pneus com medidas muito peculiares: tem um diâmetro enorme e são muito estreitos. Atualmente equipam apenas o BMW i3 na medida 155/70 R19 e o novo Renault Scénic na medida 195/55 R20.
Benefícios? Reduzem a resistência aerodinâmica e ao rolamento, por isso conseguem poupar aproximadamente 0,5l/100 km de combustível ou, no caso do BMW i3, ajudam a conseguir os 300 km de autonomia elétrica. São caros, cada pneu custa aproximadamente 200 euros. No futuro também deverá chegar o pneu sem ar, como o iFlex da Hankook, um protótipo de pneu no qual se substitui o ar das rodas por uma estrutura de poliuretano elástica muito resistente. Que vantagens tem? As suas prestações são idênticas às de um pneu convencional, mas são recicláveis e, o mais importante, não se furam. Em menos de cinco anos devem estar no mercado e equipar modelos do dia-a-dia. O seu preço deverá ser idêntico ao de pneu convencional da mesma medida.

Os faróis mudarão de formato

Os faróis de led inteligentes vão se generalizar e os led vão ser muito mais baratos. São uma fonte de luz potente e ocupam pouco espaço. Foi precisamente esta caraterística que cresceu em tempo recorde. São equipamento de série de veículos urbanos ou de luxo. Os mais avançados, como os do Mercedes-Classe E e os do Opel Astra, são adaptativos e podem ajustar o feixe de luz para iluminar a curva ou projetar uma sombra sobre os veículos que circulam de para não encandear o condutor.
Os faróis traseiros também serão adaptativos. O Mercedes-Benz Classe E oferece, em opção, luzes traseiras que se adaptam às condições climatéricas. Em dias solarengos aumentam a sua potência em 40% para melhorar a visibilidade, enquanto de noite, diminuem-na ligeiramente para evitar encandeamentos.
Chegarão as luzes traseiras inteligentes em 2018. A Audi vai apresentar umas luzes de presença traseiras em led que serão capazes de projetar mensagens de acordo com o tipo de travagem efetuada, desde a desaceleração à travagem a fundo.
As luzes traseiras OLED serão outra das tecnologias de futuro. o BMW M4 GTS foi o primeiro automóvel a incluí-las de série. São compostas por um tipo de led denomiado orgânico, que permite criar um efeito tridimensional com luz, algo como uma escultura luminosa. Em pouco tempo, o condutor terá a opção de modificar a aparência das óticas traseiras com um simples toque num botão. A Audi está a trabalhar faróis com esta função.

Carroçarias impressas em 3D

A popularização das impressoras 3D transformou-as num produto de extrema importância para a produção de veículos. Por exemplo, a Ford criou com elas as primeiras maquetes dos seus futuros volantes. O próprio Aston Martin, que James Bond estreou no filme Skyfall, era um automóvel impresso em 3D. Um ponto forte desta tecnologia, que se generalizará em cerca de cinco anos, acabando com o “problema” das peças de substituição. Com o software adequado seria possível imprimir peças para a carroçaria ou componentes de plástico para qualquer automóvel e evitar esperas na oficina.

Vão poder gravar os toques de estacionamento

A BMW acaba de apresentar a sua tecnologia Bumper Detect. Este dispositivo utiliza os sensores de estacionamento para detetar se o veículo foi alvo de um toque enquanto está estacionado. As câmaras do sistema de estacionamento tiram um fotografia do veículo agressor e envian-na para o telefone do condutor. Este sistema deverá ser estrado nos futuros modelos da BMW e devrá ser comercializado em conjunto com o sistema de estacionamento assistido.

Chaves inteligentes

Como o sistema My Key, que equipam de série vários modelos Ford, e que permitem programar limitações de velocidade e do volume do rádio de acordo com a chave que se utiliza para arrancar o motor. Por outro lado, os BMW i8, Série 7 e Série 5 disponibilizam uma chave com um ecrã tátil LCD de 2,2″ a partir da qual se podem consultar dados como a carga da bateria, controlar o ar condicionado. Tem uma bateria que dura três meses e que pode ser carregada no interior do próprio veículo. O Mercedes Classe E disponibiliza durante alguns meses a tecnologia NFC (Near Field Communiation), que permite utilizar os smartphones de última geração como chave para abrir o veículo ou até mesmo arrancar.

Painéis de instrumentos virtuais

Marcas como a Land Rover, Jaguar ou BMW, utilizam há já algns anos ecrãs TFT no painel de instrumentos com um desenho baseado nos primeiros paineis de agulhas. Pode considerar-se o primeiro interface 100% digital o Virtual Cockpit do Grupo VW. Este ecrã de 12,3″, de série no Audi TT e opção em vários outros modelos, aglutina os dados de velocidades, navegação, configuração do veículo e pode mudar por completo a aparência.

Injeção a água

Atualmente, 20% do combustível que consome um motor a gasolina é utilizado para refrigerar o próprio motor. Qual a razão? Geralmente, nos motores turbo a gasolina é injetada mais gasolina que a necessária para que, ao evaporar-se, refrigere a admissão do motor. Para solucionar este pequeno “gasto” de combustível, a BMW presenteou o seu M4 GTS com um sistema de injeção por água que substitui esses 20% de gasolina extra.
Como funciona? Três injetores pulverizam água a 10 bar na admissão para rebaixar a temperatura do ar de 70 para 25º, o que para além de refrigerar o motor, contribui para incrementar a sua potência em 10% e reduzir o seu consumo em 8%. A cada 5 depósitos de gasolina, o condutor deverá encher um de água localizado na bagageira do carro.

Controlo por gestos

Trata-se de uma tecnologia herdade das vídeoconsolas que permite controlar as funções multimédia a partir de gestos. Sem ser necessário carregar em nenhum botão nem tocar no ecrã. No BMW Série 7, Série 5 e até no VW Golf, para subir e baixar o som do rádio basta rodar o dedo indicador à frente do ecrã central para que o volume levante ou suba.

Fotos: Marcas