Artigos na etiqueta Física e Segurança Rodoviária

Alguma física básica para entender melhor as reações do carro

Física do automóvel

Para a condução correta de um veículo não é necessário ser um cientista da NASA, completamente de acordo. No entanto, para conduzir com um pouco de segurança pode ser útil conhecer alguns conceitos básicos, muito elementares, sobre o que é suposto um objeto fazer quando está em movimento a uma determinada velocidade para ajustar a sua rota ao caminho que se pretende que o carro efetue.

A primeira coisa a ter em mente é que um carro só se move porque nós demos-lhe essa ordem. Se não fizermos nada, o carro fica como está: parado no seu local de estacionamento. Claro que podem ocorrer situações que o movam, como no caso de haver uma inundação, vir o reboque da polícia ou até mesmo um ladrão. Mas tirando estas exceções, um veículo só se move por nossa vontade.

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Como funciona o radar de velocidade?

autoestradas

Preventivos, punitivos, tributários… Existe muita controversia sobre a idoneidade dos dispositivos automáticos de controlo de velocidade. Este artigo não se destina a aprofundar esta polémica mas a aprender como funciona o tipo mais comum de cinemómetro: o radar de velocidade.

Todos os tipos de de radar funcionam segundo o mesmo princípio básico: emitem uma onda eletromagnética em direção ao objecto a detetar, sendo esta onda refletida de volta para a antena. Analisando o sinal que retorna, podem ser conhecidas muitas características do objeto em questão.

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A massa do veículo

mala cheia
A massa do veículo está diretamente relacionada com três fatores básicos e essenciais na sua utilização, quanto maior a massa maior a energia necessária para desloca-lo, maior a dificuldade em fazê-lo mudar de direção e maior a distância necessária para pará-lo.

Em 1687, Isaac Newton, já tinha descoberto todas estas relações e escreveu na sua primeira lei diz que “Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças imprimidas sobre ele”, mas vamos por partes e interpretar este assunto na perspetiva do mundo automobilístico.

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Velocidade vs distância de segurança

distancia segurança

O conceito de distância de segurança, ao abrigo do Código da Estrada é  algo de dúbia interpretação. Segundo a legislação em vigor “os condutores devem guardar dos outros veículos uma distância suficiente que lhes permita parar em segurança no caso de travagem ou paragem súbita”.

Não havendo, para automóveis ligeiros e veículos de duas rodas, uma distância mínima imposta, torna-se livre arbítrio a avaliação que cada condutor faz sobre o espaço que medeia duas viaturas que circulam no mesmo sentido, utilizando a mesma via de trânsito. O problema é que esta livre e individualizada avaliação do espaço existente entre o veículo precedente e o veículo posterior, normalmente, assenta em fatores como o egocentrismo rodoviário, prepotência ou simples ignorância, ao invés  de refletir o conhecimento sobre o espaço percorrido numa determinada distância, tempo de reação vs distância de reação ou diferentes dinâmicas de veículos vs diferente tipo de veículos.

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Aderência do pneu (2)

Aderência do pneu

Ao preparar o tema da aderência do pneu deparei-me com um dilema, como analisa-lo? Ver o tema como sendo algo que só interessa aos condutores, ou vê-lo noutra perspetiva? Do lado de quem constrói, explora ou efetua a manutenção das vias?

Cheguei à conclusão que tem de ser visto por ambos os prismas, o que é a aderência do pneu para o condutor como responsável pela aquisição dos mesmos e pela sua boa utilização e o que é a aderência do pneu para o “dono” da estrada, como responsável pelos outros 50% do binómio em análise.
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