Artigos na etiqueta História da Segurança Rodoviária

Como evoluiu a segurança dos automóveis em 40 anos (2)

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Depois da nossa pequena viagem no tempo, saltamos para o ano de 2005, quando surgiu a atualização do Citroen C5 , um automóvel generalista, disponível a partir de € 18.000. É um bom exemplo da “democratização” dos sistemas de segurança, pois não é o mesmo falar sobre as medidas que têm a classe S da Mercedes-Benz ou o progresso do Lexus LS , ambos bem acima do poder de compra da maioria dos cidadãos.

Em primeiro lugar, o C5 foi projectado com a consciencialização de segurança que não existia nos anos 60. Esta filosofia traduz-se nos elementos de segurança activa e passiva. Lembre-se a diferença: Os activos melhoram a segurança quando em marcha e os passivos quando ocorre um acidente. Hoje em dia, já não valorizamos todos os avanços que os carros modernos têm para nos proteger, apenas nos acostumamos a eles. Um automóvel que obtém menos de 3-4 estrelas na EuroNCAP parece-nos uma caixa de mortos, nada sabemos o que os astros nos reservam. O Citroën tem cinco estrelas.

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Como evoluiu a segurança dos automóveis em 40 anos (1)

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Corriam os anos 60 e Espanha estava a recuperar, do seu modo, das consequências causadas pela Guerra Civil. Nos Estados Unidos, a indústria automóvel estava completamente consolidada e era muito forte. A empresa Barreiros distribuiu naquele país modelos emblemáticos de carros, como o Dodge Dart (conhecido como o Dodge Barreiros) e os SIMCA, que continuam presentes nas memórias dos nossos avós. Naquela época, no ano 1965, um tal de Ralph Nader publicou um livro intitulado “Inseguro a qualquer velocidade”.

Nessa publicação, o senhor Nader gritou contra a indústria automóvel uma vez que a sinistralidade apresentava-se muito alta e os fabricantes não levavam a sério este grave problema. Aproveito, então, para referir como um Dodge Dart é, há algum tempo atrás foi-me dada a possibilidade de entrar a bordo de um no Salão de Automóveis de Madrid e comparar com o que se espera de um carro seguro. Logo fiz a comparação com um carro equivalente da atualidade.

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O que aconteceria se hoje tivéssemos de começar a circular pela esquerda?

Circular pela esquerda

Pensando sobre o dia em que se mudou o sentido de circulação na Suécia, fiquei com vontade de investigar sobre este assunto, o da circulação pela esquerda e pela direita. Até agora, sabia apenas o que se comenta: que os ingleses é que circulam bem, que os restantes utilizamos a direita por causa do Napoleão e que o Reino e Sua Majestade Graciosa não pensam em mudar de lado.

Vale então a pena aprofundar um pouco mais… o que acontece quando de repente se muda essa norma básica de circulação? Podia dar-se o caso de um país onde se circula pela direita decidir que é mais prático passar a circular pela esquerda? Como é que isso se decide? E como é que se coloca em prática? É mais perigoso manter a norma ou mudá-la? Não sei… são coisas que me ocorrem. Vamos ver se puxando o fio à meada se vão encontrando algumas respostas.

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