Tempos antigos e tempos modernos nas estradas de Portugal

Tempos antigos e tempos modernos nas estradas de Portugal

Com o avançar dos ponteiros do relógio, os anos vão também caminhando no sentido de um futuro que se mostra cada vez mais surpreendente, tecnologicamente, imprevisível e demonstrador das capacidades humanas em criar soluções capazes de aumentar a segurança activa e passiva dos utilizadores da via pública.

Os automóveis vão sendo equipados, de série, com equipamentos e tecnologia de ponta, sempre em busca das melhores condições de segurança. Se nos tempos antigos essa segurança era descartada, pensando-se apenas em termos de velocidade, nos tempos modernos essa segurança é o ponto de partida para a construção de um veículo.

Dos anos 60 aos dias de hoje

Ao longo dos anos a evolução tecnológica tem sofrido uma mutação constante. Se nos tempos antigos dos anos 40, 50 ou 60 os construtores de veículos pensavam em conseguir desenvolver motores capazes de transitar a velocidades acima dos seus concorrentes, a evolução mostrou-lhes que isso não era o mais importante.

Com o surgimento do EuroNCap e as avaliações dos níveis de eficacia do sistemas de segurança passiva, as marcas passaram a virar-se para essa vertente, uma vez que a publicidade passou a incidir na capacidade que um veículo, cada vez mais descartável, proporcionava aos seus clientes.

Assim, passou-se a ter como publicidade de uma nova viatura que saísse para o mercado, a garantia de o veículo dos tempos modernos, ao contrário do dos tempos antigos, garantir a segurança dos seus ocupantes, com a chancela de uma instituição europeia de renome, com os vendedores a integrarem no seu discurso de venda a garantia de o produto ter ABS, ESP, ADB, Airbag, entre outros, quando nos tempos antigos se falava em 150 cv de potência e 180 km/h de velocidade de ponta.

Dos tempos antigos para os tempos modernos passaram pouco mais de três, quatro décadas, mas uma diferença tecnológica enorme. Mas… e as mentalidades, essas mudaram?