Estacionar, uma questão de bom senso e respeito

Estacionar, uma questão de respeito

Existe, em Portugal, um mau hábito de estacionar mal os automóveis na via pública. Tal deve-se ao facto de sermos muito comodistas e não respeitarmos a segurança dos restantes utentes do espaço público, nomeadamente o espaço do passeio, obrigando, muitas vezes, os peões a circularem na faixa de rodagem com todos os perigos inerentes.

Em S. Martinho do Bispo, concelho de Coimbra, existe uma rua que faz a ligação do centro da vila ao Hospital dos Covões, do Centro Hospitalar de Coimbra. Trata-se de uma via pública com uma intensidade de trânsito elevadíssima, não apenas de veículos ligeiros particulares, mas também de veículos de transporte de doentes e emergência, assim como peões.

Um perigo mesmo ao virar daquela esquina

Se percorrermos os cerca de três quilómetros que medeiam a rotunda que existe no centro da vila, perto da Escola Agrária até á entrada do Hospital dos Covões, verificamos que encontramos ao longo do trajecto diversas paragens de autocarros, uma escola de condução, uns quantos cafés, algumas mercearias, uma estação de correios, uma entidade bancária, um pólo universitário e muita, muita gente a circular a pé.

É uma via pública onde a sua configuração está repleta de curvas de má visibilidade, onde por vezes não existem passeios, o que obriga os peões a circularem na faixa de rodagem, locais esses situados em curvas onde as paredes das casas fazem face com o limite da faixa de rodagem.

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O facto de ao longo desse percurso de cerca de três quilómetros existirem, também, duas farmácias e uma população idosa ali residente, com locomoção difícil e lenta, dificultada por postes de luz plantados no passeio, mal posicionados, faz com que aumente o risco de atropelamento é elevadíssimo.

Uma vez que ao longo da referida via não existem muitos locais de estacionamento, os condutores estacionam em qualquer local, não respeitando a livre circulação dos peões e não têm presente um bom senso capaz de os fazer perceber do elevado risco a que ficam expostos,não só os peões, mas também os restantes condutores que se veem obrigados a transgredir.