Guia para as portagens em Portugal

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Muitas vezes ao percorrermos um país estrangeiro deparamo-nos com algumas dúvidas, geralmente são duas as mais recorrentes, qual é a o valor que vamos pagar na próxima portagem, será que o nosso veículo pertence a alguma classe que paga uma taxa diferenciada?

Os estrangeiros, ou emigrantes portugueses, que trazendo os seus carros chegam a Portugal deparam-se com a mesma dúvida. Então nada melhor que relembrar a forma de definir as classes e aproveitar para rever a simbologia usada pelo maior operador de portagens em Portugal.

Maior operador em Portugal

Como exemplo vejamos o que o maior operador em Portugal indica sobre a utilização de vias com portagem, a empresa chama-se Brisa – Autoestradas de Portugal e foi fundada em 1972 e conta atualmente com uma equipa de 3.000 colaboradores.

Esta empresa explora seis concessões rodoviárias, cada qual com uma designação própria, elas são a Concessão Brisa Autoestradas, a Autoestradas do Atlântico, a Brisal – Autoestradas do Litoral, a Autoestradas Douro Litoral, a Baixo Tejo Autoestrada e a Autoestradas do Litoral Oeste.

Estas seis diferentes concessionárias da Brisa integram no total 17 autoestradas, totalizam 1.678 quilómetros de autoestradas pelo que muitos portugueses circulam diariamente em estradas desta concessão.

Simbologia e seu significado

Como referem na sua página institucional, uma viagem por uma autoestrada concessionada termina na portagem, onde afirmam que é dada especial atenção à segurança e à simplicidade da transação. Todas as autoestradas geridas por este operador têm uma sinalização comum que orienta o cliente para a via onde pode encontrar o meio de pagamento desejado. Que podemos visualizar abaixo.

Portagens

O primeiro símbolo é o mais específico que podemos encontrar nesta concessão, trata-se de um quadrado verde e uma letra “V” estilizada a branco, este símbolo na pala e no chão, com a descrição “Reservado a Aderentes” assinala as vias que destinam-se, exclusivamente, a aderentes ao sistema Via Verde.

Este sistema é na verdade um sistema de pagamento automático de serviços, que foi estreado precisamente nas portagens e permite que sem que o veículo tenha de parar sejam geradas as transações correspondentes às taxas, que são processadas de forma totalmente eletrónica.

As vias assinaladas com o segundo símbolo na pala onde é percetível a representação de uma pessoa, com um fundo a amarelo, correspondem a vias, chamadas de manuais e são assistidas por um colaborador da empresa, um portageiro, nestas vias poderá efetuar o pagamento correspondente à portagem com um interlocutor humano e pode optar por pagar com dinheiro ou cartões.

O terceiro símbolo é o que está sendo usado em mais portagens, tem uma cor rosa com representações de um cartão de pagamento eletrónico e umas moedas de euro, esta simbologia é usado nas palas das vias que correspondem a vias manuais automáticas.

Ocasionalmente, estas vias podem ser assistidas por um portageiro, nestes postos existe a possibilidade de pagar a portagem através de dois métodos de pagamentos, os indicados na simbologia, ous seja, por dinheiro ou por cartão.

Os valores das portagens

As taxas são calculadas através da multiplicação de uma tarifa unitária/quilómetro pelo n.º de quilómetros percorridos. Ao valor resultante desta multiplicação é acrescido o valor do IVA à taxa em vigor. As taxas serão, depois, arredondadas para cima ou para baixo para o múltiplo de 0,05€ mais próximo.

As concessionárias das autoestradas tem as fórmula de cálculo das portagens definidas nos contratos de concessão de cada uma das delas. A taxa de portagem varia em função do tipo de veículo e subdivide-se em 4 classes, existindo 2 critérios para a classificação das viaturas.

O primeiro critério é a altura do veículo medida à vertical do primeiro eixo e o segundo é o número total de eixos do veículo. Resumidamente podemos separar as viaturas em várias classes, que, naturalmente, corresponderá a um valor especifico por classe.

Classe 1, são veículos com altura vertical inferior a 1 metro e 10 centímetros sobre o primeiro eixo, podendo possuir 2 ou mais eixos, com ou sem reboque. A classe 2 são os veículos com dois eixos e uma altura, medida à vertical do primeiro eixo, igual ou superior a 1,10 m. Na classe seguinte, a três, corresponde aos veículos com três eixos e uma altura, medida à vertical do primeiro eixo, igual ou superior a 1,10 m.

Na classe 4, estão englobados os veículos com mais de três eixos e uma altura, medida à vertical do primeiro eixo, igual ou superior a 1,10 m. Uma curiosidade, os motociclos são considerados classe 1 para efeitos de cobrança manual, no entanto, ao aderirem à cobrança electrónica, a Via Verde, passam a ser considerados classe 5.

Foto | J. Mark Dodds